Wall Street: “Caiu! Caiu! A grande Babilônia”

10 12 2008

“Caiu! Caiu! A grande Babilônia!” 
(a propósito do artigo publicado na revista Carta Capital, com o título “Depois de Berlim, Nova York”)

 

 

Caiu o muro do socialismo quando caiu o muro de Berlim anos atrás? Caiu o muro do capitalismo quando caiu wall street dias atrás? Os muros, sim; mas, descem e sobem as cortinas, os atores e a peça continuam os mesmos, mais nús, é verdade, menos convincentes, é certo, até que caia o pano definitivamente.

 

Condenar os “gurús” da economia e da administração ou os jornalistas que se afoitam a falar e escrever, opinando nas TVs, jornais e revistas, sem uma visão sistêmica dos acontecimentos, não só do que os causou, mas, também, do que se pretende que eles causem, seria como trocar o autor e não os atores da peça: por mais que algum Shakespeare reescreva a peça e molde-a aos atores, a platéia continuará tingindo os cabelos como os atores.

 

Caiu wall street. “Caiu, caiu, a grande Babilônia”? Ainda não. Mas que está tudo peneirando, ah! Lá isso tá! Tudo e todos. Eu mesmo não estou mais me aguentando nas pernas, de tanta “hemorragia das bestialidades”, como disse outro comentarista da matéria “Depois de Berlim, Nova York”, no site da revista Carta Capital.

 

O cientista trilógico Norberto Keppe, décadas atrás, escreveu um livro com o título “O fim do império americano”. Sua ousadia profética valeu-lhe o confisco dos seus bens e sua expulsão dos Estados Unidos. Foi socorrido por amigos na Suiça e retornou para o Brasil, sua terra natal. Antes dele, outros profetizaram o fim da URSS e, semelhantemente, tiveram semelhante tratamento. Cópias de Cristo quando profetizou o fim do império sacerdotal humano dos judeus e do império romano?

 

No Brasil, Keppe passa quase desapercebido, pois, aqui, os “caras-pálidas” das “iluminuras”, lembrando outro comentarista no site da revista Carta Capital, os formadores de opinião, não todos, preferem dormir “eternamente em berço explêndido”, ainda que raspem a cabeça por causa de outros piolhos, e não por acharem que é moda na Europa, como pensou a “elite” da colônia brasileira ao verem a corte portuguesa aportar no Brasil com os cabelos raspados, por causa da epidemia de piolhos que ocorrera nos navios que os trouxeram para cá, fugindo ao cerco de Napoleão. Novos piolhos! E que piolhos! Como diria Jânio de Freitas: ô elitizinha.

 

Que ninguém se engane: capitalismo e socialismo são faces da mesma moeda e braços da mesma balança. Um sem o outro perdem sua razão de ser e sua instrumentalidade. Um não subsiste sem o outro. Não há nada tão socialista quanto a ideologia da responsabilidade social nas empresas capitalistas, não só das socialistas  (para não falar dos carnavais e natais capitalistas) e não há nada tão capitalista quanto a ideologia bélica e universitária dos socialistas, não só dos capitalistas (para não falar dos carnavais e natais socialistas).

 

Tio Sam, enquanto governo sistêmico, não enquanto povo, é apenas um braço ou, no máximo, uma das cabeças da Grande Prostituta, do Dragão, da Besta ou do Falso Profeta, como queiram chamar os que preferem a linguagem apocalíptica dos Sete Selos, Sete Trombetas, Sete Cálices e Sete Ais. Ainda vem a ruína de mais muros.

 

Todos os muros que fazem separação entre homens e homens estão ruindo um a um. Logo o último muro cairá e a humanidade não terá outra opção que não seja a de viver em união e de, finalmente, amarem uns aos outros. Só espero que ao cair o último muro e entrar por fim na Cidade da Paz e do Descanso, “Jericó” não esteja deserta, e não haja a quem abraçar, com quem brincar, com quem rir, com quem crescer, com quem ficar rico, com quem compartilhar as riquezas, e ninguém para amar.

(Jair Jatobá – 23/out/2008)





Lições 1-10

19 11 2008

1.       Foi dito que “A Sabedoria, para ser verdadeira, deve ter um pouco de asneira, para que o Asno vendo, não pense que é besteira”. Mas, nunca vi Asnos se alimentando de páginas de Sabedoria. Eles só buscam Capim Novo, Sombra e Água Fresca, e nessas sabedorias eles são mestres, não precisam destas páginas. Se atraídos por algum petisco a gosto encobrindo a Sabedoria, quando chegam nela refugam e saem rápido, escoiceando, mordendo e blasfemando. Não se joga Pérolas aos Porcos. Os que chegam aqui são trazidos pela Vida, e sabemos que a Vida não apascenta os que, por opção, se fazem semelhantes a asnos ou porcos. 

2.       Ser um vivedor ou ser um morredor? Não há meio termo: não escolher a vida é escolher permanecer na morte e repetir os mesmos erros dos nossos antepassados, e legar aos nossos descendentes os mesmos sofrimentos e dores que herdamos, as mesmas florestas destruídas, os mesmos rios poluídos, as mesmas fomes e sedes, o mesmo choro dos órfãos e viúvas, filhos das estúpidas guerras e das estúpidas “velhas raposas” governantes, de suas “elites” e dos que louvam ou votam em políticos, empresários e comunicadores corruptos.

3.       A Vida se faz pelo Amor e o Amor alimenta e é alimentado pela Negociação. É destes Mistérios, Astros e seus Satélites, magia, astrologia e numerologia, que se compõe esta coletânea, valorizando o que é Ciência e evitando o que é “blá-blá-blá ou “chutência”.

4.       Não existem ateus, pois todo mundo tem o coração ligado a algum tesouro: fonte da mentalidade, razão de viver, alegria, consolação, esperança, força e poder. Logo, cada um tem Deus, ou faz deuses e deusas de outras coisas e seres, ou faz de si mesmo o seu próprio deus, o seu único amor e o seu principal negócio.

5.       O segredo e a fórmula do sucesso:

Se você começou a ler este livro buscando uma resposta rápida, mais para o seu sucesso material e social do que para seu desenvolvimento humano integral, não precisa ler o livro todo: basta entender e executar a fórmula seguinte e ir à luta:

sucesso = [ meditação + (objetivação + capacitação +) +comunicação + (ação + reação) + coroação ]]

Isto também evitará que você precise ler qualquer outro livro que prometa o segredo, o milagre ou a mágica de atalhos, mapas, minas, chaves, dicas ou passos para o sucesso, riqueza e prosperidade, ou qualquer outro título semelhante.

Só o trabalho com paixão é visto como perfeição, atrai a multidão e produz do primeiro ao último milhão.

Meditação faz parte também da capacitação pelo estudo e não é só ficar repetindo alguns sons ou pensamentos abstratos, é realizar mentalmente a realidade que você apreendeu e compatibilizá-la com a que você quer apreender.

A ação, mesmo que do jeito errado, sempre ensina o caminho para os humildes de coração, mas o prepotente e arrogante entende que valor e honra é lutar sozinho, e perde até mesmo quando ganha.

Mas, se quer também felicidade e não só ficar na materialidade das riquezas, troque a palavra inicial da fórmula, meditação, por oração.

Porém, entenda oração como busca do querer fazer, do saber fazer, do poder fazer e do dever fazer, busca por meio do exercício da razão da espiritualidade e não como exercício de rituais religiosos.

Examine bem a fonte onde você beberá essas virtudes e poderes e quem é a razão da sua espiritualidade, pois…

…Fé sem razão não é fé, é superstição, não é fidelidade, é compulsão, e vende como se fosse esperança o que na verdade é ilusão.

Evite confundir seus determinantes mentais – conceitos, crenças, valores e paradigmas – com entendimentos equivocados, pervertidos ou até invertidos, para evitar o raciocínio lento, confusão mental e bloqueios psicológicos, intuitividade incompetente, erros de julgamento, tomada de decisões erradas, atitudes e ações inadequadas e ineficazes, entre outros males e distúrbios.

Os principais determinantes mentais que a maioria das pessoas vivem trocando um pelo outro ou até invertendo seus valores e efeitos são: espiritualidade-X-religiosidade, amor-X-dependência, justiça-X-vingança, perdão-X-conivência, castigo-X-punição, entre outros determinantes mentais essenciais.

Se for preciso faça análise entusiástica dos determinantes mentais (veja em links).

Lembre-se: não existem ateus (lição 4).

É difícil seguir a fórmula acima e ficar apenas no enriquecimento material.

6.       O conhecimento sabido não acende nem apaga o fogo, é o conhecimento praticado, com direito e dever, que faz tudo acontecer. A essa união do saber e do fazer, com o poder e o dever, chamamos de Sabedoria.

7.       A caminho do Caminho

Caminhante!

Disseram-te que não há Caminhos?
Que eles se fazem ao Caminhar?
Quem te disse, no alto fez de Luz seus ninhos?
Ou por túmulos, nos baixos, costumava andar?
De Morredor ou de Vivedor era seu lidar?
Isso te trouxe angustias ou te trouxe Paz?
Te fez belo e bom? ou fez soltar Barrabás?

O que diriam ao cansado e oprimido?
Ao que já não quer ser consolado,
Ao que já não pode caminhar?
Aumentará o peso do cajado?
Irá de colo a ovelha machucada?
Ou com chicote a fariam caminhar?
E aos mortos, quê se dirá?

Ouve agora! Um Caminho há.
Pastos Verdejantes e Águas Tranquilas
Que só os do Caminho podem apreciar
E todo Vivedor, até mesmo os loucos,
Por Ele andando não têm como errar.
Pois da Vida o vencedor é quem nele chegar
Se primeiro, se último, até mesmo sem pontuar.

Sobe à Montanha e no teu Gólgota medita
Até todo teu coração odiar a lama
E ao ouvir a voz de amor que te procura e chama
Clama: qual o teu nome, ó voz bendita
Para acender em mim da Vida a chama
Para cessar em mim todo esse clamor?
E o eco te responderá: Amor…Amor…Amor…
 

8.       Com fome e sem preguiça qualquer um pode aprender sozinho a pescar o seu peixe, mas aprender a brunir Espadas requer ensinadores que tenham as cicatrizes do seu Mestre de Espadas.

9.       Toda Luz é ruim para quem quer voltar a dormir e toda água pura é do mal para quem gosta do lamaçal.

10.   O fardo mais pesado do mundo é a cruz do pagador de pecados. Nem em pensamento tente tomar o lugar dele: você seria esmagado.