Lições 121-130

121.       Viver é comunicar. Comunicar é compartilhar espírito, corpo e alma. Afaste-se de todos e de tudo que for isolante ao contato de uma dessas faces do ser.

122.       Viver é comunicação. Comunicação é contato com negociação. Tudo que é virtual ou imaginário, que não faz contato físico, é apenas imitação: tem pouco ou nada de negociação, comunicação e, consequentemente, de vida real. Fuja da vida de imitação, de faz de cota, de segunda mão, seja ela da internet, do cinema, livros, teatro, igrejas ou televisão.

123.       Vida tem relacionamento. Relacionamento tem envolvimento. Envolvimento tem contato. Contato tem frição. Frição detona as cascas e vai ao núcleo, tem desbaste, lapidação e polimento, impossíveis sem negociação. Negociação tem fusão, e fusão é união com força e poder de vida, é Amor. Livre-se de tudo e de todos que contenta-se no imaginar e no virtualizar.

124.       Estudo e oração, se não geram competente ação, é contentar-se com o imaginar ou com o virtualizar e abortar a vida, é como criar um motor poderoso e nunca o ligar ou o levar a algum campo de provas, para mostrar a que veio e gerar Riquezas.

125.       A Vida, de tão exuberante e rica, não estimula a pobreza, muito menos a pobreza moral, mas ele manda antes a riqueza Espiritual, para que a riqueza material (vinda legitimamente dele, pois tudo é dele, e não por fraudulências) não apodreça a quem a possuir e faça este perder a alma. Como se diz, de que adianta ganhar o mundo todo se perder a alma?

126.       Escolher a Vida é viver com e por quem disse e provou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

127.       Escolher viver, conscientizar-se da opção pela Vida, escolher continuar na Vida, ser um vivedor, não um morredor, deveria ser o primeiro estudo e a primeira oração de cada pessoa, logo ao despertar, em cada novo dia da própria existência. Mas não confunda a oração com a meditação ou com a mentalização: uma coisa é a espiritualidade e outra coisa é a religiosidade.

128.       Os mortos nada fazem, nada louvam e nada têm. Só lhes resta pela frente a morte eterna, o “inferno” da desintegração e volta ao pó atômico de onde vieram. Mas os mortos que escolherem a vida ressuscitam e recebem um novo nascimento de inocentes, dessa vez amando a si mesmos e aos seus próximos, para nunca mais atirar a primeira pedra e nunca mais se colocar no lugar de pagador de pecados.

129.       O Tempo:
Tic, tac, tic, tac, levei mais um
Tic, tac, tic, tac, levei mais um
Tic, tac, tic, tac, levei mais
Tic, tac, tic, tac, levei
Tic, tac, tic, tac
Tic, tac, tic
Tic, tac
Tic
Ti
T                                                 
.
.
.
.
Não há mais nada aqui
Não adianta procurar.
Aqui só há o vazio
Ausência de vida
Pobreza de tudo
Morte
Nada
Quem não seguiu com o tempo
E não voou com o vento
Para se vivificar
Só deixou o tempo passar
Nada
Morte
Pobreza de tudo
Ausência de vida
Aqui só há o vazio
Não adianta procurar.
Não há mais nada aqui
.
.
.
.                                                    ”Sou o tempo, que passa, que passa,
.                                                    Sem princípio, sem fim, sem medida.
.                                                    Vou levando a ventura e a desgraça,
.                                                    Vou levando as vaidades da vida.
.
.                                                    E a correr de segundo em segundo
.                                                    Vou formando os minutos que correm
.                                                    Formo as horas que passam no mundo
.                                                    Formo os anos que nascem e morrem”
.
.
………………………………………………………………..

130.   Escolher a Vida é escolher o Amor e a Fidelidade (fé), para moldarem a ética e a estética dos nossos propósitos e compromissos, pois o Amor e a Fidelidade são as únicas virtudes capazes de ultrapassar até mesmo a morte e de realizar o impossível aos humanos. Sem a ética não haveria lugar para a espiritualidade do que é magnífico, benigno e eterno, e sem a estética não haveria corporalidade para o que é bom, rico e belo.

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