“Dicas da dona de casa rebelde”

(DICAS DA DONA DE CASA REBELDE, Cultrix, 2007 (REBEL HOUSEWIFE RULES, Red Wheel/Weiser, 2004)

 

 

“Rir é o melhor remédio”, diz o dito popular, e, ”alegria é saúde”, confirmam os sapienciais bíblicos. Mas a alegria e o bom humor estão mais na galhardia do enfrentamento de situações críticas do que na galhofaria delas.

No seio da família não é diferente, mas a mamãe é a primeira a defrontar-se com os problemas do dia-a-dia no lar. Sem o suporte da mamãe toda a família se põe em polvorosa. Mas ser supermãe e dar conta de tudo ao mesmo tempo, sem estafa e sem estresse, é um sonho que está longe da realidade.           

“Dicas da dona de casa rebelde” remete aos “mitos” que mascaram a realidade da mulher – esposa-amante-amiga- mãe-profissional e surpreendem até mesmo as mulheres mais racionais, quanto mais as ingenuamente românticas. Pensar em dedicar-se a uma carreira profissional, trabalhar fora e dentro de casa, cuidando da família e, se possível, de si mesma, e pensar que é fácil fazer isto, pode endoidar qualquer uma ao se deparar com as bruscas, e até radicais, mudanças de planos, tempos e atividades, ao se deparar com aquelas “coisinhas” que ninguém disse antes, mas existem, e se disseram, não deram a devida ênfase ou quem ouviu, se ouviu, não deu a merecida importância.     
      
E, então, fica-se frente a frente com geladeiras deixadas abertas, doces no sofá, roupas espalhadas, chinelos sujos na sala, cabelo e pele oleados, não com bronzeador, mas com óleo de cozinha vaporizado pelo fogão, ao perfume de alho, cebola e outros temperos nada românticos, entre outras “coisinhas” do gênero.      
    
Anime-se:´´Dicas da dona de casa rebelde´ tem suas próprias receitas, como – “Orgulhe-se de suas realizações mais importantes a cada dia”; ”Viva, ame e ria um dia de cada vez”, entre outras “dicas rebeldes”, que, à primeira vista parecem não ser tão rebeldes quanto o prometido.      
    
Porém, se levarmos em conta que para seguir, por exemplo, apenas estas duas dicas, a mulher precisa romper as barreiras que a música popular brasileira costuma explorar, como: romper com sua formação de Amélia, aquela que achava bonito não ter o que comer; curar-se da síndrome de Gabriela, aquela que nasceu assim, cresceu assim, é mesmo assim e vai ser sempre assim, e da síndrome de Carolina, aquela dos olhos fundos que guardam a mágoa e a dor do mundo e que “o tempo passou na janela e só Carolina não viu”, portanto, mesmo que fosse só por isso, essas dicas são mesmo uma doce rebeldia e o convite da autora não pode ser recusado:

“Mulheres, irmãs — não importa se você é mais velha ou mais nova, a cor da sua pele, se você é casada, divorciada ou solteira — juntem-se a nós na rebelião! Nossos principais objetivos são livrar-nos da armadilha daquilo que pensávamos que a vida seria, ter direito a uma certa sanidade mental, gozar mais a vida como ela realmente é… É disso que trata este livro”.

Jair Jatobá – 08/ago/2008 – in: http://www.leialivro.sp.gov.br e http://pt.shvoong.com/books/1718118-dicas-da-dona-casa-rebelde/

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