ELE CREU QUE TUDO ERA POSSÍVEL

 

O ato de crer é uma combinação ideal de amor e fé (fidelidade) de quem faz a opção pela vida e decide ter atitudes de vivedor e não de morredor. O Governador Mario Covas deu um grande exemplo disto quando lutava contra um câncer. Seus médicos insistiam para que ele diminuisse o trabalho no seu cargo e repousasse, ele respondeu: “Amigos! Eu sou um vivedor, não um morredor”. Ele continuou trabalhando até seu falecimento.

 

Tony Melendez nasceu sem braços, mas casou-se, teve filhos, aprendeu a dirigir seu carro e tocou seu violão para milhares de pessoas. O homem foi aplaudido de pé pelo que fez com os pés? Não. Foi pelo que fez com o coração. O vídeo está em www.youtube.com/watch?v=GF9wo9sVn2c)

 

Como tantos outros casos que conhecemos, ele foi grato á vida. Em lugar de amaldiçoar suas condições, ele creu que tudo era possível, que era possível mudar suas condições de vida.

 

Crer ou não na vida ou em Deus não é necessariamente garantia de termos vida ou termos Deus, mas é garantia de termos esta ou aquela vida e de termos um Deus ou outro deus ou deuses. Como disse Washington Olivetto: “é melhor que seja o verdadeiro”. Isto, em razão da certeza de que ninguém é uma ilha e de que estamos todos num mesmo Titanic ou andando numa fina camada de gelo sobre um oceano abismal, cujo dono é um Fogo Abrasador à procura de amigos, a saber, todo aquele que, por amor, não faz de si mesmo o seu próprio deus, o seu único afeto e o seu principal negócio.

 

Na verdade, o amor é a única virtude capaz de vencer até mesmo a morte. Semelhantemente, a fé é a única virtude capaz de remover montanhas e trazer a vida de volta. Então, seria insensatez não nos ocuparmos primeira e principalmente da ciência e tecnologia destas coisas.

 

Crer é por mãos à obra, é não adiar mais os sonhos, é dar o primeiro passo de quantos forem necessários para completar o caminho em direção ao objetivo final.

 

Crer é agir com visão, foco, valor e honra, é manter atitudes pertinentes e coerentes aos propósitos, sem desistir nunca, sem mudar de atitude, sem olhar para trás, ou seja, sem leviandade, sem inconstância, sem desvalorização e com fidelidade, que são os componentes do verdadeiro amor e da verdadeira fé.

 

O amor é responsável por manter o coração valente: vence o medo, não usa de atos covardes e nunca está realmente sozinho. A fé responde pela esperança e alegria, bases da saúde, força, vigor e do não estar sozinho. 

 

Ser infiel e inconstante aos próprios propósitos e compromissos é ser ladrão do seu próprio tempo e recursos, é ser trapaceiro de si mesmo e perder as melhores oportunidades de enriquecimento, em todos os sentidos da palavra riqueza.

 

Crer não é um comover que gera um mover, antes, é um mover que gera um comover, não é uma crença de segurança que leva a agarrar-se no que é seguro, mas sim um ligar-se ao que é seguro e que gera o acreditar-se em segurança.

 

Semelhantemente, amar não é uma paixão que gera uma atitude e sim uma atitude que gera uma paixão, e fé não é um esperar que leva a um realizar, mas, sim, um realizar que confirma um esperar, isto é, fé não é um mentalizar com fidelidade que gera uma certeza do realizar, mas sim um realizar com fidelidade que gera uma certeza do pensar.

 

Já que fidelidade e certeza são coisas que implicam em racionalidade conclui-se que a fé verdadeira só pode existir com base em uma razão verdadeira, pois fé sem razão não é fé, é superstição, uma trabalha com a esperança, a outra, com a ilusão, uma leva ao sucesso, a outra, à desiulusão.

 

A confusão no entendimento do que seja o amor e a fé dão início ao desentendimento e até à inversão de muitos outros valores, crenças e paradigmas que formam os determinantes mentais da pessoa, levando-a a agir e reagir de forma errada pensando ser a atitude certa. Assim, come-se gato por lebre e compra-se catraca de canhão no lugar de conhaque de alcatrão.

 

Confundir crenças, valores ou paradigmas, entre, por exemplo, amor e dependência, fé e superstição, perdão e conivência, justiça e vingança, castigo e violência, humildade e simploriedade, entre outros, é como trocar de lugar as letras do teclado do computador ou dirigir um carro sentando-se de costas para a direção e confundir os determinantes mentais que regem os sentidos e ações de escrever e dirigir.

 

Disse Jesus: “Se creres, tudo é possível ao que crê (…) Se fiveres fé semelhante a um pequeno grão de mostarda, moverás montanhas (…) Peça e receberá, busque e achará, bata e a porta se abrirá para você. Você não recebe porque não pede. Pede e não recebe porque pede para satisfazer desejos que controlam você e não para atender desejos que são dominados por você”

 

O que domina não muda de idéia, pois sabe o que está dominando, mas quem é dominado, se receber o que deseja dominar, muda de idéia e vai desejar outra coisa que o domine, pois não tem, nem quer, propósito nem compromisso para dominar nada. Por isso, o inconstante nada recebe de Deus e, se recebe dos homens, nada progride em suas mãos e termina perdendo tudo.

 

Deus já sabe o que você precisa, mesmo antes que você peça. Deus espera que você peça, para que você também saiba que precisa e dê valor, e guarde bem, e use bem, quando receber.

 

Você deve ser fiel em relação ao que está pedindo, para que não aconteça que, recebendo sem pedir ou sem fidelidade, não cuide ou não seja responsável por essa dádiva e, dessa forma, facilmente a troque por outra, a perca ou deixe que a tirem de você, ou passe a quem não pediu, ou não faça uso dela e a deixe mofar e enferrujar, ou, ainda, coisa pior, jogue a culpa pelo seu mau uso nos outros ou no próprio Deus, dizendo: eu não pedi isso, não era isso que eu queria. 

 

Quanta gente diz que não pediu para nascer, não é mesmo? Mas pediu. Já esqueceu, mas pediu, desejou nascer, esforçou-se para nascer, buscou a vida e se alegrou muito no começo, depois, esqueceu e passou a agir como quem escolheu a morte. Todos nós temos uma conversa com Deus antes de nascer e teremos uma conversa com ele depois.

 

O Sucesso na vida depende muito pouco do que você recebe ao começá-la e muito mais do amor e fidelidade que você aplica ao pouco ou muito que recebeu, ou seja, depende muito mais do que você dá de si mesmo para o que a vida lhe deu, até como forma de gratidão, base na qual a vida lhe dará muito mais, tão mais que você mesmo se surpreenderá.

 

Não importa se você crê que pode ou se você crê que não pode, seja como for, você sempre será e terá o que crê, a saber, aquilo que você dedica seu amor e sua fidelidade. Os textos sagrados dos profetas e os consagrados dos cientistas estão repletos de citações que confirmam os Provérbios do Rei Salomão: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua fonte de força é pequena. Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra? Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar. Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.” (cap.24)

 

Mas, não confunda esperança com ilusão. A fé genuina é essencialmente racional em seu fundamento. Esperanças fundadas em “bezerros de ouro” são sempre ilusões e terminam sempre em desilusões.

(Jair Jatobá – 01/set/2008)

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