“Corro de burro quando foge”

Não confunda o que foi dito com o que foi entendido, para não confundir a comunicação e a própria vida, pois viver é comunicar. Não confunda a lógica do falar por ouvir dizer com a do falar por entender. Na dúvida, não passe adiante o que ouviu ou leu, sem antes checar a fonte. Por exemplos, lembrando o Professor Pasquale, não confunda “batatinha quando nasce esparrama pelo chão”, uma inverdade, com “batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão”, que é a verdade; não confunda “quem não tem cão caça com gato”, uma incoerência, com “quem não tem cão caça como gato”, que é o certo; não confunda “quem tem boca vai a Roma” com “quem tem boca vaia Roma” (verbo vaiar); não confunda “cor de burro quando foge” com “corro de burro quando foge”, que é mais coerente; não confunda “cuspido e escarrado” (ser a cara um do outro) com “esculpido em carrara” (mármore carrara); não confunda “esse menino não para, parece ter bicho carpinteiro”, que não faz muito sentido lógico, com “esse menino não para, parece ter bicho no corpo inteiro”, que tem lógica. Quem confunde a comunicação pode terminar pedindo e pagando bife à milanesa e recebendo e comendo bife ali na mesa, ou comprando conhaque de alcatrão e levando catraca de canhão. A propósito, corro de burros quando fogem porque burros em fuga não têm direção certa nem respeitam qualquer ética que não seja a ética do salve-se quem puder e a do quem pode mais chora menos, e atropelam a tudo e a todos que barrariam a disparada aos abismos.

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